segunda-feira, março 16, 2009

WebQuest - Os Invasores da Internet

No âmbito da disciplina de Tecnologia Educativa leccionada pela Doutora Ana Amélia Carvalho, referente à profissionalização em serviço primeiro ano, na Universidade do Minho - Braga, foi desenvolvida uma WebQuest sob o tema Os Invasores da Internet.


Foi decidido pelo grupo elaborar uma WebQuest na área das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), tendo por base os cuidados necessários aquando da utilização da internet por parte dos seus utilizadores.


É uma WebQuest cheia de actividades, desafios e perigosas aventuras. Espera a vossa visita, clica para isso na imagem seguinte.

Esperemos que gostem de a Realizar....
Esperamos pelo vosso feedback.

sábado, março 14, 2009

A Problemática da Internet

Quando pensamos em Internet, se por um lado pensamos em poder, liberdade, quebrar as regras do espaço e tempo, por outro temos a desconfiança, medo e desconhecimento.


No filme do Spiderman, é dita uma frase que pode traduzir o nosso relacionamento com a internet:


"Grandes Poderes Trazem Grandes Responsabilidades."

Certamente podemos dizer que temos alguma consciência das ameaças, dos riscos e dos perigos resultantes da utilização irresponsável e não segura das tecnologias de informação e comunicação. Mas conhecemos suficientemente essas ameaças e temo-las presentes no nosso dia-a-dia?
Em 1999, em preparação para o seu Plano de Acção Para a Utilização Segura da Internet, a Comissão Europeia (DGXIII) financiou um programa piloto de sensibilização para a utilização segura da Internet.
De acordo com os resultados e recomendações constantes do relatório final elaborado no âmbito deste projecto, as preocupações com os perigos associados à utilização da Internet, são bem reais e estes podem ser agrupados em três categorias:
  • Conteúdos inapropriados;
  • Contactos potenciais;
  • Comercio e publicidade não ética;

Mais tarde, a estas três categorias denominadas na altura os 3Cs, surgiram opiniões de especialistas na matéria que se haveria de juntar outras duas categorias a saber:

  • Comportamentos compulsivos;
  • Copyright;

Podemos então caracterizar a problemática da internet nos 5Cs.

Conteúdos inapropriados

Sendo legais ou ilegais, a internet é uma fonte quase inesgotável na diversidade e quantidade de conteúdos expostos, que estão á distância de um click, sem qualquer tipo de barreira.

A pornografia é dos conteúdos que mais preocupantes pela facilidade que chegam aos utilizadores, sem controlo nem regras, fomentando dos negócios ilícitos e assustadores no caso da pornografia infantil e tráfego de mulheres para a prostituição. No entanto, outros conteúdos se revelam preocupantes e perigosos, como a promoção á violência, racismo, terrorismo, xenofobia, a anorexia, a bulimia, entre outros.

Apesar da Internet constituir uma poderosa fonte de informação, implica o desenvolvimento de capacidades ao nível da análise e avaliação crítica da informação disponível, não só na Internet, mas sobretudo, na Internet.


Não podemos, nem devemos acreditar em tudo que lemos!


Contactos Potenciais

Perigos como Vírus, Worms & Troianos, spywares, etc, são cada vez mais perigosos uma vez que o nosso computador tem inúmeras portas de acesso pelas quais eles poderão fazer a sua entrada, como pela consulta de sites perigosos, emails, pendrives, utilização do msn, etc.

Outro aspecto importante é observar a facilidade que os utlizadores colocam as suas informações e fotos na internet sem pensar nas consequências desse acto.


Pense antes de Publicar!

Os diversos meios de comunicação como as salas de conversação, second life, o messenger, os jogos online entre muitas outras, podem permitir o contacto potencial de alguém, que sob alguma identidade ou intencionalidade oculta, pode constituir uma séria ameaça.

Todos nós já nos confrontaramos com os conhecidos popups, ou com aquelas invasões terríveis de mensagens de correio electrónico publicitárias denominadas SPAM, mas como vamos parar a essas listas de mailing?

Os métodos são diversos, no entanto, existe um método recente que resulta na aquisição rápida e despercebida dos nossos dados de correio electrónico, tudo parte quando lemos emails que nos contam uma história inacreditável e nos apelam no sentido de a reencaminharmos a todas as pessoas que conhecemos. Solidários que somos, rapidamente reencaminhamos esse email, enviando a informação do nosso email, e alimentando a cadeia convidando muitos outros.

Como se não fosse soficiente, ainda temos de ter em atenção a todos os sistemas de burlas, negócios duvidosos e não totalmente claros e o famoso phishing, engenharia social que lança um isco ou anzol através de um email ou um telefonema, com o objectivo claro de obter os nossos dados confidenciais de modo a poder lucrar com eles.


Comportamentos Compulsivos

É cada vez maior o tempo que nós passamos na Internet, maior é a probabilidade de nos expormos a conteúdos inapropriados, a potenciais contactos mal intencionados e a práticas comerciais e publicitárias pouco éticas. Alguns psicólogos americanos têm vindo a chamar a atenção, desde 1999, para uma ameaça a que crianças e adultos podem estar expostos e que hoje é denominada por Internet Addiction Disorder (IAD).

Esta dependência cada vez maior que se vai criando pela utilização da internet, pode induzir alterações comportamentais dos seus utilizadores, quer no campo da socialização e comunicação directa, ou seja, é sempre mais fácil viver por trás de um monitor, ou mesmo gerar comportamentos influenciados pelos conteúdos como por exemplo ao nível da violência e actos terroristas, como em problemas de saúde como a anorexia ou bulimia por exemplo.

Copyright – Direitos de Autor

As violações dos direitos de autor, resultantes da cópia e/ou partilha ou ainda da adulteração de conteúdos protegidos pelas leis de direito de autor, agrava-se com a evolução e rapidez das ligações da internet, que possibilitam por exemplo o crescimento das redes serviços de partilha de ficheiros (vulgo peer-to-peer ou P2P), têm trazido este tema para a ribalta com grande frequência.


A verdade é que existe uma mentalidade do download e da pirataria.


Outro dos problemas desta área é a adulteração e cópia ilegal de conteúdos, bens e produtos que é feita ao nível da internet.


Se esta temática lhe interessa, visite o site miudossegurosna.net clicando na imagem seguinte:


Maximize os benefícios, Minimize os riscos!



Blogs: um Recurso e uma Estratégia Pedagógica

(síntese pessoal do artigo de Maria João Gomes,Universidade do Minho – Departamento de Currículo e Tecnologia Educativa - ver artigo)



Os Blogs já são comuns no nosso quotidiano, sendo a sua aplicação temática extremamente diversificada, desde blogs pessoais aos blogs visando a difusão de informação com intuitos comerciais, sendo também vista como uma ferramenta com bastantes potencialidades pedagógicas pela comunidade escolar.

Inicialmente concebido como um diário na Web, onde cada artigo surge sob a forma de entrada ou post, estes são organizados da mais recente para a mais antiga.



São bastantes os factores de sucesso e crescimento dos blogs, desde a facilidade de edição on-line, da sua gestão, da visibilidade à comunidade internauta, templates ou layouts, aplicações pré-disponibilizadas, e os diferentes formatos digitais que os blogs suportam como fotos, vídeos, hiperligações e mesmo a introdução de código Html ou Javascript. Outro aspecto que na minha opinião se revela fundamental, é a possibilidade que os visitantes do blog possuem de deixar a sua partilha sobre o tema através do sistema de comentários.

Com estes novos hábitos e ferramentas e na sua utilização em grande escala por parte utilizadores cada vez mais novos, provoca uma nova forma de relacionamento, de interacção e de partilha de conhecimentos.

Temos então como professores um novo desafio neste momento, na possibilidade de integrar estas novas práticas no nosso quotidiano. Aproveitando as características dos blogs, temos uma nova ferramenta para fazer passar a informação, desenvolver competências e alterar comportamentos e metodologias.

Neste artigo “blog: recurso ou estratégia pedagógica”, é feita uma distinção entre o blog como recurso pedagógico como sendo um espaço de acesso a informação especializada e um espaço disponibilizado pelo professor com informações, actividades, ligações a outras fontes de informação, isto sempre de um modo contínuo e actualizado, acompanhando o decorrer das aulas.

Em termos de estratégia pedagógica, o blog pode permitir a construção de um portfólio digital, permitindo aos alunos terem o seu espaço digital de acompanhamento e reflexão sobre as actividades e temáticas abordadas ao longo das aulas, bem como receberem feedback sobre o mesmo.

Como estratégia pedagógica, o Blog possibilita a criação de espaços de intercâmbio e colaboração e debate quer entre indivíduos, grupos, escolas nacionais e estrangeiras.

O blog como espaço de integração, pode ser uma estratégia funcionando em duas vertentes, uma tendo o objectivo de e facilitar a integração dos alunos pertencentes a minorias étnicas e/ou culturais, onde todos são chamados a colaborar apresentando as suas perspectivas, experiências e realidades culturais.


A outra vertente, sob um cenário de um aluno que se encontra afastado da escola por um período prolongado, por exemplo por razões de doença, a dinamização de um blog por parte da turma a que pertence, pode ser muito benéfico para o aluno ausente quer para o acompanhamento das aulas, quer na manutenção de um sentimento de pertença e integração na turma. Para a turma, pode funcionar como um excelente meio de colaboração, seriação e estudo da informação relevante, para ser introduzida no blog.


Como professores, não será tempo de adaptarmos os nossos métodos e estratégias a esta nova realidade? Não numa mudança radical, mas gradual e crescente, envolvendo e surpreendendo os alunos.


Alguns Links Interessantes:





Como criar um Blog?



sexta-feira, março 13, 2009

Um Momento de Humor ....

Poderemos chamar esta a Geração Magalhães?
(Porque Sorrir Também é Preciso!)









Ferramentas Cognitivas

Sintese pessoal do Capítulo 1 do livro Computadores, Ferramentas Cognitivas Desenvolver o pensamento crítico nas escolasde David H. Jonassen.

As tecnologias chegaram definitivamente às escolas, e são hoje parte integrante no processo de ensino/aprendizagem. No entanto, não podemos considerar que estas ferramentas ou aplicações estão ser utilizadas como ferramentas cognitivas.

Utilizar as aplicações informáticas como ferramentas cognitivas, implica que o aluno através delas se envolva cognitivamente com as tarefas propostas desenvolvendo pensamento significativo, a representar o seu conhecimento e construir e relacionar um novo conhecimento.

Podem existir diferentes abordagens entre a utilização do computador e a aprendizagem:

· Aprender a partir do computador
Na aprendizagem a partir do computador, destaca-se por exemplo o ensino assistido por computador (EAC), onde a base da aprendizagem consistia em exercícios de repetição e treino ou em tutoriais nas suas sequências dos ciclos de apresentação-resposta-feedback e tutoriais inteligentes com a introdução de um modelo referência onde a prestação do aluno é a ele comparado.

· Aprender sobre computadores
Nesta abordagem, dá-se um importância à literacia informática ou seja, o aluno saber mais sobre os computadores, no entanto, aprender mais sobre computadores não implica que os alunos aprendessem mais e melhor no que diz respeito à sua utilização.

· Aprender com computadores
Esta abordagem apresenta uma perspectiva construtivista, onde as tecnologias apoiam a construção de conhecimento significativo por parte dos alunos, tornando-se fundamentalmente um parceiro intelectual na aprendizagem pela reflexão e pensamento crítico.

A utilização de ferramentas cognitivas estão muito ligadas à teoria de aprendizagem do construtivismo, onde os alunos constroem activamente o seu próprio conhecimento, e não reproduzirem interpretações de outros. A importância do pensamento reflexivo por parte dos alunos permite a construção de novo conhecimento assente na aquisição e reorganização mental.

Existem um número de razões práticas que justificam a utilização das tecnologias como ferramentas cognitivas. O software educativo existente, é na sua maioria do tipo treino e repetição, logo é de todo vantajoso explorar as aplicações informáticas existentes como ferramentas cognitivas, ainda mais com o decréscimo que se verifica em termos de hardware e software e a facilidade de as encontrarmos em qualquer escola.

O livro “Computadores, Ferramentas Cognitivas” de Jonassen, é uma preciosa fonte de informação para nós no sentido de potenciarmos as mais diversas aplicações informáticas em ferramentas cognitivas.

domingo, março 01, 2009

A Webquest: Evolução e reflexo na formação e na investigação em Portugal

A Webquest: Evolução e reflexo na formação e na investigação em Portugal

(síntese pessoal do artigo de Ana Amélia Amorim Carvalho (2007) - Universidade do Minho)




Já longe vai o ano de 1995, onde Bernie Dodge e Tom March conceberam a Webquest, cujo principal objectivo era tirar partido da imensa informação disponível online para a construção de recursos educativos.


Bernie Dodge, em 2006 no encontro sobre Webquests, menciona no seu texto WebQuests: Past, Present and Future, que quando se fala do ano de 1995 parece que vai á um século atrás, no entanto, a Web continua como novidade a muita gente. Menciona igualmente que as universidades começam agora a colocar materiais online, mas as escolas secundárias ainda se encontram muito primitivas no campo de ensino e aprendizagem tendo em conta a utilização da Web.

Este texto de Bernie Dodge é um espelho de uma realidade passada embora bastante marcada no nosso presente, de como a presença da Web no processo de ensino apenas alterou ligeiramente alguns processos, tais como em vez de se investigar nas bibliotecas agora investiga-se através a partir de um dos motores de busca.

É claramente do senso comum que a Web é fonte que parece inesgotável em termos da quantidade de informação sob os diversos formatos e multiplicidade de temas, à distância de alguns cliques do rato.

É evidente que a Web acarreta de igual modo problemas ao nível seriação e avaliação da informação disponível, quer pela sua imensidão, credibilidade, exactidão e pela dispersão que pode provocar conduzindo a pesquisa em direcções não planeadas.

Quem ainda não ouviu um aluno dizer “É verdade professor, eu vi isso na net….!!”, ora se está na net é porque deve ser verdade dizem eles, mesmo que seja a maior das mentiras.

No entanto, e tal como Tito de Morais faz slogan no seu site miudossegurosna.net, é preciso “Minimizar os Riscos e Maximizar os Benefícios “, alertando-nos para uma necessidade de estratégias de modo a facilitar o acesso à informação relevante, e a partir dela produzirmos conhecimento. Uma da estratégia é sem dúvida a utilização das Webquests.

Embora criada há pouco tempo, talvez pelo impacto e aceitação obtida, as Webquests tem sofrido uma evolução bastante grande principalmente na nomenclatura dos seus componentes, na orientação da concepção e avaliação da tarefa e estrutura do processo.

A WebQuest surge na conjugação de três vertentes que se complementam, sendo estas vertentes a pesquisa de recursos estando subjancente a pesquisa, selecção e avaliação de informação, a aprendizagem encarada como desafio e como construção e como pensamento de nível elevado e a tecnologia onde depois de estruturada deve ser implementada e disponibilizada online tendo por base os princípios básicos da elaboração destes trabalhos.

Em todas estas vertentes está subjacente um domínio do conteúdo da webquest, onde deve promover motivação ao aluno, o pensamento crítico e de nível avançado, a aprendizagem cooperativa e o desempenho de diferentes papéis, centrando-se em fontes e em tarefas autênticas (March, 1998). Uma verdadeira WebQuest é real, rica e relevante (March, 2003).

Constituída por 6 componentes, introdução, tarefa, processo, avaliação, conclusão e uma página de ajuda ao professor, segundo Dodge o componente mais importante é a tarefa onde se destacam dois aspectos fundamentais, a primeira prende-se com a classificação da tarefa desenvolvida por Dogde (2002) onde podemos delinear a mesma a partir da “webquest Taskonomy” e a avaliação da tarefa (Bellofatto e tal.,2001a).

Visite os seguintes Websites para mais informações:

“Não te dou o peixe, mas ensino-te a pescar!”, esta expressão pode de uma maneira simbólica representar a postura do professor e na missão de ajudar os alunos a crescerem, a terem oportunidade de aprenderem por eles mesmo, tornando-se responsáveis, autónomos e com capacidades de tomar decisões. Como tal, uma webquest bem elaborada gera dinâmica de grupo, espírito colaborativo, responsabilidade e autonomia de aprendizagem.

O aluno deve assumir a responsabilidade de seguir as orientações propostas, e empenhar-se na organização e dinâmica de grupo e no trabalho colaborativo.

As webquest podem ir aumentando de complexidade, duração e dificuldade com o tempo, sendo sempre importante a apresentação do trabalho resultante à turma que, para além de desenvolver a capacidade de se exporem, observam outras formas de abordagem ao problema, ganham hábitos de ouvir as criticas dos colegas e criticarem os trabalhos dos outros, numa perspectiva construtiva.

Como conclusão, não podemos encarar a webquest como a solução para todos os problemas de ensino, mas pode ser uma ferramenta facilitadora e diferente para a abordagem ao ensino, principalmente naquelas áreas ou temas onde a dificuldade de passar a mensagem é maior.