Folhas de Cálculo enquanto ferramentas cognitivas
Sintese pessoal do Capítulo 5 do livro
Computadores, Ferramentas CognitivasDesenvolver o pensamento crítico nas escolasde David H. Jonassen.
Computadores, Ferramentas CognitivasDesenvolver o pensamento crítico nas escolasde David H. Jonassen.
As folhas de cálculo já não são novidade entre nós, e que jeito nos dá para a elaboração de grelhas de correcção de fichas de avaliação, registo de dados entre muitas outras aplicações. Inicialmente concebidas para substituição dos livros contabilísticos, dando uma automatização a todo o processo de cálculo, a realidade é que pelas suas características e funcionalidades se tornam hoje uma ferramenta bastante útil e utilizada.
No entanto, apesar de serem bastante utilizadas na escola, as folhas de cálculo ainda não são potenciadas no processo de ensino/aprendizagem como a excelente ferramenta cognitiva que é, na medida em amplifica e reorganiza o funcionamento mental de quem a usa. Na elaboração de uma folha de cálculo está subjacente o processo de identificar e elaborar relações implicando uma reflexão e raciocínio mais profundos, reorganizando o pensamento mental.
Como ferramentas cognitivas, as folhas de cálculo podem ser usadas de, pelo menos, três formas: Ferramentas informáticas de raciocínio para análise de dados, compreensão matemática e ferramentas de modulação.
As folhas de cálculo pelo auxílio que prestam em termos do cálculo, reduzem o esforço cognitivo no cálculo em si e podem empenhar-se mais na compreensão das relações calculadas e representadas graficamente. Podemos assim explorar quer a vertente do cálculo como a do raciocínio lógico. Podemos tomar como exemplo alunos de cursos ligados á electrotecnia ou electrónica, que elaboram um folha de cálculo relacionando as grandezas eléctricas do circuito, podendo servir de base a dimensionamentos futuros de quadros eléctricos. Assim temos os alunos a trabalhar sobre as relações entre as diversas variáveis e análise de resultados, com base em raciocínios, interpretações e conclusões.
A matemática é sempre um problema, sendo vista como algo de difícil compreensão. Uma das causas na minha opinião é a separação que existe entre a manipulação dos números e cálculos numéricos e o concreto ou o objectivo que o faz manipular esses mesmos números e cálculos. Tenho como experiência pessoal na formação de adultos, que quando associavam as folhas de cálculo à matemática mostravam-se assustados em relação à aprendizagem que iriam realizar. No entanto, trabalhando as folhas de cálculo com exemplos práticos das suas vidas quotidianas ou que se sentiam familiarizados, quebrou-se um pouco a barreira que os separava da matemática e começaram a ver a matemática na sua aplicabilidade e através das folhas de cálculo assimilaram conceitos facilmente que à partida pareciam complicados como médias, contabilidades, cálculo estatístico entre outros.
Neste conceito de dirigir a aprendizagem do concreto para o abstracto, os formandos ou alunos assimilam melhor os conteúdos, nomeadamente os matemáticos e interligam com os já adquiridos.
A utilização de folhas de cálculo para simulações de fenómenos ou modelação de sistemas, é um excelente meio directo de observação, análise e conclusão de como por exemplo a variação de determinados parâmetros tem influência nos resultados ou variáveis dependentes desses parâmetros. Tomando o exemplo dos alunos das áreas eléctricas, os alunos podem após a elaboração de um modelo matemático de um circuito eléctrico, podem tecer várias experiências de modo a por exemplo determinar os componentes que melhor resultado apresentam ao analisar os valores quer numéricos quer gráficos obtidos. Para complementar estas simulações, podem observar os mesmo resultados em modelo real.
No livro Computadores, Ferramentas Cognitivas de David H. Jonassen, é apresentado uma sequência para a utilização de folhas de cálculo na sala de aula, que é a seguinte:
No entanto, apesar de serem bastante utilizadas na escola, as folhas de cálculo ainda não são potenciadas no processo de ensino/aprendizagem como a excelente ferramenta cognitiva que é, na medida em amplifica e reorganiza o funcionamento mental de quem a usa. Na elaboração de uma folha de cálculo está subjacente o processo de identificar e elaborar relações implicando uma reflexão e raciocínio mais profundos, reorganizando o pensamento mental.
Como ferramentas cognitivas, as folhas de cálculo podem ser usadas de, pelo menos, três formas: Ferramentas informáticas de raciocínio para análise de dados, compreensão matemática e ferramentas de modulação.
As folhas de cálculo pelo auxílio que prestam em termos do cálculo, reduzem o esforço cognitivo no cálculo em si e podem empenhar-se mais na compreensão das relações calculadas e representadas graficamente. Podemos assim explorar quer a vertente do cálculo como a do raciocínio lógico. Podemos tomar como exemplo alunos de cursos ligados á electrotecnia ou electrónica, que elaboram um folha de cálculo relacionando as grandezas eléctricas do circuito, podendo servir de base a dimensionamentos futuros de quadros eléctricos. Assim temos os alunos a trabalhar sobre as relações entre as diversas variáveis e análise de resultados, com base em raciocínios, interpretações e conclusões.
A matemática é sempre um problema, sendo vista como algo de difícil compreensão. Uma das causas na minha opinião é a separação que existe entre a manipulação dos números e cálculos numéricos e o concreto ou o objectivo que o faz manipular esses mesmos números e cálculos. Tenho como experiência pessoal na formação de adultos, que quando associavam as folhas de cálculo à matemática mostravam-se assustados em relação à aprendizagem que iriam realizar. No entanto, trabalhando as folhas de cálculo com exemplos práticos das suas vidas quotidianas ou que se sentiam familiarizados, quebrou-se um pouco a barreira que os separava da matemática e começaram a ver a matemática na sua aplicabilidade e através das folhas de cálculo assimilaram conceitos facilmente que à partida pareciam complicados como médias, contabilidades, cálculo estatístico entre outros.
Neste conceito de dirigir a aprendizagem do concreto para o abstracto, os formandos ou alunos assimilam melhor os conteúdos, nomeadamente os matemáticos e interligam com os já adquiridos.
A utilização de folhas de cálculo para simulações de fenómenos ou modelação de sistemas, é um excelente meio directo de observação, análise e conclusão de como por exemplo a variação de determinados parâmetros tem influência nos resultados ou variáveis dependentes desses parâmetros. Tomando o exemplo dos alunos das áreas eléctricas, os alunos podem após a elaboração de um modelo matemático de um circuito eléctrico, podem tecer várias experiências de modo a por exemplo determinar os componentes que melhor resultado apresentam ao analisar os valores quer numéricos quer gráficos obtidos. Para complementar estas simulações, podem observar os mesmo resultados em modelo real.
No livro Computadores, Ferramentas Cognitivas de David H. Jonassen, é apresentado uma sequência para a utilização de folhas de cálculo na sala de aula, que é a seguinte:
1. Fornecer uma folha de cálculo modelo;
2. Elaboração de plano pelos alunos;
3. Adaptação de folhas existentes ou elaboração de uma nova folha;
4. Preenchimento da folha tendo por base o problema em questão;
5. Extrapolação a partir da folha elaborada;
6. Reflexão sobre a actividade realizada;
Avaliar as folhas de cálculo realizados por alunos, depende obviamente de inúmeros factores, contudo, critérios como precisão das variáveis ou fórmulas em experiências ou simulações, gráficos e diagramas, organização dos dados, flexibilidade no controlo de variáveis, podem ser levados em conta.
As folhas de cálculo, apesar de serem basicamente utilizadas como ferramentas produtivas, funcionam muito bem como ferramentas cognitivas sendo que, necessitam de entrega por parte do professor na sua concepção e romper com alguma estagnação em que lguns dos métodos de ensino se encontram.
Finalizando deixo uma citação de MORIN, Edgar (do livro “Os sete saberes necessários à educação do futuro”. Cortez Editora. São Paulo. UNESCO. Brasília. 2002.)
“O inesperado surpreende-nos. É que nos instalamos de maneira segura nas nossas teorias e ideias, e estas não têm estrutura para acolher o novo. Entretanto, o novo brota sem parar. Não podemos jamais prever como se apresentará, mas deve-se esperar sua chegada, ou seja, esperar o inesperado. E quando o inesperado se manifesta, é preciso ser capaz de rever teorias e ideias, em vez de deixar o facto novo entrar à força na teoria incapaz de recebê-lo”
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