A internet tem sido no seu crescimento e utilização um fenómeno mundial, ainda mais acentuado com a chegada da famosa banda larga ou ADL. A presença da internet está tão enraizada nas nossas vidas, ao ponto de tal como Castell, 2004 dizer que “a internet é o tecido das nossas vidas”.
Tendo em conta as previsões possíveis do impacto e importância da internet nos nossos dias futuros, tem sido frequentes iniciativas no sentido de nos adaptar e preparar para esse tempo, como são exemplos a distribuição de computadores e ligação à internet nas escolas, recentemente com o programa E-escolas na distruição de portáteis com acesso à banda larga e mais recentemente o famoso portátil “magalhães”.
O professor hoje tem de tomar consciência que os alunos tem ao seu dispor uma enormidade de fontes de informação, e como tal tem um novo papel a desempenhar no processo de ensino / aprendizagem do aluno.
É evidente que para o professor rentabilizar a internet e as novas tecnologias, não basta apenas a existência desses recursos, é necessário também uma forte aposta na formação do próprio professor não só no sentido do funcionamento e utilização dos recursos mas na sua integração e dinamização no ensino.
Com a alteração no posicionamento dos utilizadores relativamente às ferramentas informáticas disponíveis, a Internet assumiu-se como uma plataforma de trabalho, surgindo inúmeras ferramentas e serviços que permitem a partilha de conteúdos e o trabalho colaborativo de forma participada e livre de controlo.
O conceito de Web 2.0 foi proposto por O’Reilly como conceptualização de uma nova Web, vista como uma plataforma onde tudo está acessível disponível online, facilitando a edição e publicação imediatas, como são exemplos a wkipedia, o Wiki, o blog entre outros.
Esta facilidade de acesso à internet, e por sua vez às informações nela disponíveis está a revolucionar os métodos e meios de investigação principalmente utilizados por crianças e jovens nas nossas escolas e universidades, assumindo-se hoje como uma das suas principais fontes de informação, senão mesmo como a principal. No entanto, e segundo Albion e Maddux (2007), emergem 3 pilares importantes: direitos de autor e plágio, desenvolvimento de capacidades e competências para a colaboração efectiva e a avaliação do aluno. Monereo (2005) identifica quatro competências sócio-cognitivas que podem e devem ser rentabilizadas na internet: aprender a procurar informação, aprender a comunicar, aprender a colaborar e aprender a participar na sociedade.
Emergem assim dois conceitos, a conectividade relacionada com a ligação e conectivismo com aprendizagem que daí poderá surgir.
Como actualmente tudo ou quase tudo está na Web, o grande desafio prende-se com a selecção da informação, onde devemos assumir o papel de orientar os alunos na avaliação dessa mesma informação e evitar fomentar pesquisas livres que trarão mais inconvenientes que vantagens.
Actividades como a Caça ao Tesouro ou Webquests pelas suas características tiram partido dos recursos existentes na Web, acautelando sempre os direitos de autor e o plágio na reutilização da informação, distinguindo a citação e o plágio. Estas actividades assentando em trabalho de grupo sobressaem dois conceitos muito importantes: o trabalho colaborativo e o trabalho cooperativo. O primeiro, refere-se às tarefas realizadas por todos os elementos do grupo num contínuo de partilha, diálogo e negociação; o segundo, refere-se às tarefas divididas pelos membros do grupo e são realizadas individualmente.
Com as ferramentas Web 2.0 como blogs, podcasts, wikis entre outras, a facilidade de publicação é uma realidade, e acarreta vantagens interessantes quer para alunos, professores e encarregados de educação. No entanto, temos de ultrapassar esta fase de “voyeur”, observando e buscando mais os trabalhos dos outros do que contribuir com os nossos.
Os sistemas LMS (learning management Systems) são plataformas que facilitam a disponibilização de recursos em variados formatos digitais, potenciando a interacção professor – aluno através de diversas funcionalidades e ferramentas quer na formação presencial como à distância. Um dos exemplos mais conhecidos é o sistema moddle. Uma das questões que se levanta é a verdadeira utilização deste sistema, que tem sido mais utilizado como repositório de informação e não como uma metodologia de ensino e aprendizagem. Sempre se levanta a questão da segurança das nossas informações e trabalhos, à qual estas plataformas são acedidas normalmente por password, no entanto, assim restringe a ideia de partilha, não ficando disponível para a recepção de comentários ou opiniões.
È importante tomarmos consciência da mudança dos tempos, ganhando sensibilidade para importância destas ferramentas e na sua utilização dinamizar qualitativa e quantitativamente o ensino e aprendizagem.
sábado, fevereiro 14, 2009
Rentabilizar a Internet no Ensino Básico e Secundário
Rentabilizar a Internet no Ensino Básico e Secundário: dos Recursos e Ferramentas Online aos LMS
(síntese pessoal do artigo de Carvalho, Ana Amelia Amorim (2007) - ver artigo)
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