segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Indicadores de Qualidade de Sites Educativos

Indicadores de Qualidade de Sites Educativos
(síntese pessoal do artigo de Carvalho, Ana Amelia Amorim (2006) - ver artigo)

É do senso comum que a world Wide Web é integra uma enorme quantidade e diversidade de informação, ao que muito contribui a liberdade total de qualquer pessoa poder publicar on-line e partilhar os mais diversos conteúdos. No entanto, torna-se bastante importante uma análise crítica da informação a que temos acesso, não apenas na Web, mas sobretudo, na Web.

Tal como diz neste artigo, é preciso aprender a distinguir o trigo do joio na Web, ou seja, distinguir um site fiável de um que não o é. O objectivo principal do artigo em análise é apresentar indicadores que ajudem a identificar a qualidade dos sites, com especial destaque para os sites educativos.

Um site educativo, segundo as orientações de Nielsen(2000), Nielsen e Thair(2002), Krug (2001) e Davis e Merritt (1998), tem de ter subjacentes os princípios básicos estruturais, de navegação, de orientação, de design e de comunicação de qualquer outro site. Mas, para além disso um site educativo terá de motivar os seus utilizadores a aprenderem, a consultar e explorar a informação nele disponível. Ter actividades de diversos tipos e complexidades, informação para alunos, professores , encarregados de educação, espaços de partilha de trabalhos e projectos, sistemas de perguntas frequentes (Faqs), ferramentas de comunicação como email, chat e fóruns, são fundamentais aos sites educativos.

Pela importância de se avaliar a qualidade da informação, vários autores forneceram alguns indicadores variando ligeiramente entre eles quer na quantidade quer no direccionando e especificidades. No entanto todos eles contribuem com indicadores, que ao meu ver se revelam importantes, tais como a autoridade ou credibilidade do autor, o conteúdo na sua exactidão e rigorosidade, a indicação da fonte e data de criação, produção e alteração, objectividade, a continuidade e actualização dada ao site, entre muitos outros.

Em relação a indicadores de qualidade de um site educativo, são propostos neste artigo nove dimensões distintas:

1. Identidade - Para melhor se identificar a identidade de um site, teremos de ter em conta á visibilidade do nome do site, se é apresentado de um modo claro o propósito ou objectivo do site e a quem se destina. A autoridade é um comum a quase todos os autores, e prende-se com o autor do site ou instituição responsável na informação dos seus contactos e credenciais sobre o assunto em questão de modo a se confirmar a credibilidade do que foi apresentado. Verificar também se o URL sugere uma instituição fiável, como instituição de ensino, ministério, ou outra de similar credibilidade. A data quer da criação que a data da ultima actualização são essenciais, uma vez que nos situam e contextualizam no tempo e contexto da informação, e atestam a atenção prestada pelo autor sobre a informação publicada.

2. Usabilidade – Tal como o nome traduz, este indicador prende-se com a facilidade de navegação e utilização do site e satisfação sentida por parte do utilizador. É importante o utilizador perceber facilmente a estrutura do site, sendo que para tal os itens do menu reflectirem as suas sessões e o menu estiver sempre disponível. Um site com uma boa navegação e orientação, ajuda o utilizador a saber onde se encontra e como ir para determinado local. Um bom aspecto gráfico tem como reflexo um maior interesse por parte do utilizador, e deve respeitar as normas para utilizadores com deficiência visual e auditiva e claro que deve ser de fácil leitura com atenção ao tipo de letra utilizado e sublinhados apenas para hiperligações. Em caso de utilização de elemento de áudio e vídeo, deve ser dado ao utilizador a possibilidade de controlo do volume de som.

3. Rapidez de Acesso – A rapidez com que um site carrega e a rapidez com que se consegue nele navegar é um indicador de qualidade do site.

4. Níveis de interactividade – Quanto mais interactivo e desafiante for o site, mais os seus visitantes se sentem envolvidos e interessados. Esta interactividade tem vários níveis, desde a interactividade mais baixa que se resume a um acesso simples às informações, até a um mais elevado onde o utilizador participa activamento no próprio site.

5. Informação – São diversas as formas de apresentar a informação, desde o tradicional texto até a formatos combinados de vídeo, áudio e texto. Este indicativo de qualidade é bastante abrangente pois abarca todo o conteúdo disponibilizado, as ajudas e perguntas frequentes, sugestões e actividades. Toda esta informação deve ser avaliada em relação à temática, a correcção dos textos, o rigor, pertinência, amplitude e profundidade das abordagens feitas para os diversos assuntos, datas e actualizações, autoria e as devidas referências bibliográficas.

6. Actividades – As actividades tendo como objectivo levar os alunos a conhecerem informação nele disponível, estas devem ser diversificadas e abrangentes, tendo por vista fomentar uma aprendizagem individual e colaborativa quer seja através de pesquisas orientadas, jogos ou exercícios.

7. Edição Colaborativa Online – Ao utilizar ferramentas colaborativas, permitindo aos utilizadores colaborarem nos mais diversos trabalhos ou assuntos em prol de um projecto comum.

8. Espaço de partilha – Sendo um espaço de partilha, alunos e professores podem partilhar os seus trabalhos, devendo existir algum cuidado na avaliação previa desses mesmos trabalhos.

9. Comunicação – É fundamental a existência do contacto do responsável para o esclarecimento de dúvidas, sendo bastante positivo a existência de fóruns de discussão para o debate e reflexão de determinados temas. Mais enriquecedor se torna quanto maior forem as possibilidades de comunicação fornecidas pelo site.

Com a importância que a Web está a assumir como recurso educativo, com as facilidades que a Web 2.0 nos trazem para uma construção colaborativa, torna-se imprescindível saber identificar a qualidade de um site educativo. Lévy (2000) alerta que “é necessário que ensinemos os nossos filhos a nadar, a flutuar, a navegar talvez”.Como professores, devemos assumir um papel de orientadores e tirar partido dos sites educativos de qualidade existentes na Web, rentabilizando a informação neles contida e educando os alunos para a sociedade da informação.

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