terça-feira, fevereiro 24, 2009

Podcast em Educação: Um contributo para o Estado da Arte.

Podcast em Educação: Um contributo para o Estado da Arte

(síntese pessoal do artigo de João Batista Bottentuit Junior, Clara Pereira Coutinho
Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho – UMINHO – Braga – Portugal -
ver artigo)

O Podcast surge como uma nova tecnologia que pode revelar-se bastante interessante quando aplicada ao serviço do processo de ensino e aprendizagem quer no ensino à distância quer no ensino presencial, na medida em que permite a disponibilização de materiais didácticos como aulas, documentários e entrevistas em formato áudio que podem ser ouvidos a qualquer hora e em qualquer espaço geográfico, e se for descarregada para um dispositivo móvel a mobilidade ainda será maior.

Observe o video seguinte:


É no entanto uma tecnologia que no campo educativo ainda pouco explorada, mas pelas suas características parece ter no futuro um grande potencial de utilização e rentabilização.
O podcast, tal como o blog, wikipédia, hi5, del.icio.us, surgem num novo paradigma de internet, ao qual Tim o’Reilly designou de Web 2.0, onde a web2.0 é a mudança para uma internet como plataforma.

A palavra Podcast deriva da combinação do equipamento Ipod com o método de transmissão broadcast, e o conceito de podcast tem associados uma série de termos específicos como podcast que se refere a uma página, site ou local onde os ficheiros de áudio se encontram guardados, podcasting sendo o acto de gravar ou divulgar os ficheiros na Web e Podcaster o autor que grava os ficheiros áudio.

A utilização do podcast pode ser realizada em interacção directa através da Internet, onde o utilizador acede aos ficheiros de áudio e escuta via computador, ou fazendo a transferência do ficheiro para um equipamento móvel de áudio como ipod, mp3, ou mesmo certos telemóveis podendo assim executar os ficheiros quantas vezes e onde pretender sem ser necessária uma ligação à internet.

O Podcast pode trazer bastantes vantagens na sua utilização em educação, desde logo por ser algo novo desperta interesse e motivação. Podendo ser os ficheiros de áudio executados as vezes que se pretender, pode ser um factor importante para diminuir distâncias cgnitivas entre os alunos, uma vez que os alunos que tiverem mais dificuldade poderão aceder as vezes que acharem necessário até dominarem melhor o conteúdo em causa. Outra vantagem é a possibilidade de utilização tanto na escola como fora dela.

Sendo os alunos os podcasters, estes tendo a preocupação de fazer um bom trabalho, farão um maior esforço para tal, resultando uma maior aprendizagem e espírito colaborativo entre os elementos do grupo.

Subscrevendo o serviço RSS ("Really Simple Syndication"), podemos ser notificados via e-mail sempre a página do nosso podcast for actualizada, ficando assim sempre a par das últimas novidades colocadas.

Como Criar um podcast?

Estamos então perante uma ferramenta fácil de utilizar, económica e que pode trazer bastantes benefícios para a educação pela motivação e interesse que pode despertar, bem como a flexibilidade e potencialidade de aplicação da mesma. Se reparar-mos bem nos nossos alunos a presença de ipods, mp3, é uma constante entre eles. Porque não ir de encontro a este facto, aproveitar esta “onda” retirando benefícios para aquilo que realmente importa, ou seja a aprendizagem.

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Indicadores de Qualidade de Sites Educativos

Indicadores de Qualidade de Sites Educativos
(síntese pessoal do artigo de Carvalho, Ana Amelia Amorim (2006) - ver artigo)

É do senso comum que a world Wide Web é integra uma enorme quantidade e diversidade de informação, ao que muito contribui a liberdade total de qualquer pessoa poder publicar on-line e partilhar os mais diversos conteúdos. No entanto, torna-se bastante importante uma análise crítica da informação a que temos acesso, não apenas na Web, mas sobretudo, na Web.

Tal como diz neste artigo, é preciso aprender a distinguir o trigo do joio na Web, ou seja, distinguir um site fiável de um que não o é. O objectivo principal do artigo em análise é apresentar indicadores que ajudem a identificar a qualidade dos sites, com especial destaque para os sites educativos.

Um site educativo, segundo as orientações de Nielsen(2000), Nielsen e Thair(2002), Krug (2001) e Davis e Merritt (1998), tem de ter subjacentes os princípios básicos estruturais, de navegação, de orientação, de design e de comunicação de qualquer outro site. Mas, para além disso um site educativo terá de motivar os seus utilizadores a aprenderem, a consultar e explorar a informação nele disponível. Ter actividades de diversos tipos e complexidades, informação para alunos, professores , encarregados de educação, espaços de partilha de trabalhos e projectos, sistemas de perguntas frequentes (Faqs), ferramentas de comunicação como email, chat e fóruns, são fundamentais aos sites educativos.

Pela importância de se avaliar a qualidade da informação, vários autores forneceram alguns indicadores variando ligeiramente entre eles quer na quantidade quer no direccionando e especificidades. No entanto todos eles contribuem com indicadores, que ao meu ver se revelam importantes, tais como a autoridade ou credibilidade do autor, o conteúdo na sua exactidão e rigorosidade, a indicação da fonte e data de criação, produção e alteração, objectividade, a continuidade e actualização dada ao site, entre muitos outros.

Em relação a indicadores de qualidade de um site educativo, são propostos neste artigo nove dimensões distintas:

1. Identidade - Para melhor se identificar a identidade de um site, teremos de ter em conta á visibilidade do nome do site, se é apresentado de um modo claro o propósito ou objectivo do site e a quem se destina. A autoridade é um comum a quase todos os autores, e prende-se com o autor do site ou instituição responsável na informação dos seus contactos e credenciais sobre o assunto em questão de modo a se confirmar a credibilidade do que foi apresentado. Verificar também se o URL sugere uma instituição fiável, como instituição de ensino, ministério, ou outra de similar credibilidade. A data quer da criação que a data da ultima actualização são essenciais, uma vez que nos situam e contextualizam no tempo e contexto da informação, e atestam a atenção prestada pelo autor sobre a informação publicada.

2. Usabilidade – Tal como o nome traduz, este indicador prende-se com a facilidade de navegação e utilização do site e satisfação sentida por parte do utilizador. É importante o utilizador perceber facilmente a estrutura do site, sendo que para tal os itens do menu reflectirem as suas sessões e o menu estiver sempre disponível. Um site com uma boa navegação e orientação, ajuda o utilizador a saber onde se encontra e como ir para determinado local. Um bom aspecto gráfico tem como reflexo um maior interesse por parte do utilizador, e deve respeitar as normas para utilizadores com deficiência visual e auditiva e claro que deve ser de fácil leitura com atenção ao tipo de letra utilizado e sublinhados apenas para hiperligações. Em caso de utilização de elemento de áudio e vídeo, deve ser dado ao utilizador a possibilidade de controlo do volume de som.

3. Rapidez de Acesso – A rapidez com que um site carrega e a rapidez com que se consegue nele navegar é um indicador de qualidade do site.

4. Níveis de interactividade – Quanto mais interactivo e desafiante for o site, mais os seus visitantes se sentem envolvidos e interessados. Esta interactividade tem vários níveis, desde a interactividade mais baixa que se resume a um acesso simples às informações, até a um mais elevado onde o utilizador participa activamento no próprio site.

5. Informação – São diversas as formas de apresentar a informação, desde o tradicional texto até a formatos combinados de vídeo, áudio e texto. Este indicativo de qualidade é bastante abrangente pois abarca todo o conteúdo disponibilizado, as ajudas e perguntas frequentes, sugestões e actividades. Toda esta informação deve ser avaliada em relação à temática, a correcção dos textos, o rigor, pertinência, amplitude e profundidade das abordagens feitas para os diversos assuntos, datas e actualizações, autoria e as devidas referências bibliográficas.

6. Actividades – As actividades tendo como objectivo levar os alunos a conhecerem informação nele disponível, estas devem ser diversificadas e abrangentes, tendo por vista fomentar uma aprendizagem individual e colaborativa quer seja através de pesquisas orientadas, jogos ou exercícios.

7. Edição Colaborativa Online – Ao utilizar ferramentas colaborativas, permitindo aos utilizadores colaborarem nos mais diversos trabalhos ou assuntos em prol de um projecto comum.

8. Espaço de partilha – Sendo um espaço de partilha, alunos e professores podem partilhar os seus trabalhos, devendo existir algum cuidado na avaliação previa desses mesmos trabalhos.

9. Comunicação – É fundamental a existência do contacto do responsável para o esclarecimento de dúvidas, sendo bastante positivo a existência de fóruns de discussão para o debate e reflexão de determinados temas. Mais enriquecedor se torna quanto maior forem as possibilidades de comunicação fornecidas pelo site.

Com a importância que a Web está a assumir como recurso educativo, com as facilidades que a Web 2.0 nos trazem para uma construção colaborativa, torna-se imprescindível saber identificar a qualidade de um site educativo. Lévy (2000) alerta que “é necessário que ensinemos os nossos filhos a nadar, a flutuar, a navegar talvez”.Como professores, devemos assumir um papel de orientadores e tirar partido dos sites educativos de qualidade existentes na Web, rentabilizando a informação neles contida e educando os alunos para a sociedade da informação.

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Pense antes de publicar na internet

Como dizem os americanos, "on the Internet no one knows you’re a dog", ou seja "na Internet podes ser quem tu bem quiseres". Assim, o facto de corrermos o risco de não conhecer verdadeira mente a pessoa que está do "outro lado", pode representar uma verdadeira ameaça para crianças, jovens e até adultos.

Preocupante é observar facilidade que os utlizadores colocam as suas informações pessoais e fotos na internet, como o caso do HI5, Myspace ou Orkut por exemplo, sem pensar nas consequências ou destinos que esses dados poderão sofrer.

Por isso..... Pense antes de Publicar!!!!!!!!!

Folhas de Cálculo enquanto ferramentas cognitivas

Folhas de Cálculo enquanto ferramentas cognitivas
Sintese pessoal do Capítulo 5 do livro
Computadores, Ferramentas CognitivasDesenvolver o pensamento crítico nas escolasde David H. Jonassen.

As folhas de cálculo já não são novidade entre nós, e que jeito nos dá para a elaboração de grelhas de correcção de fichas de avaliação, registo de dados entre muitas outras aplicações. Inicialmente concebidas para substituição dos livros contabilísticos, dando uma automatização a todo o processo de cálculo, a realidade é que pelas suas características e funcionalidades se tornam hoje uma ferramenta bastante útil e utilizada.

No entanto, apesar de serem bastante utilizadas na escola, as folhas de cálculo ainda não são potenciadas no processo de ensino/aprendizagem como a excelente ferramenta cognitiva que é, na medida em amplifica e reorganiza o funcionamento mental de quem a usa. Na elaboração de uma folha de cálculo está subjacente o processo de identificar e elaborar relações implicando uma reflexão e raciocínio mais profundos, reorganizando o pensamento mental.

Como ferramentas cognitivas, as folhas de cálculo podem ser usadas de, pelo menos, três formas: Ferramentas informáticas de raciocínio para análise de dados, compreensão matemática e ferramentas de modulação.

As folhas de cálculo pelo auxílio que prestam em termos do cálculo, reduzem o esforço cognitivo no cálculo em si e podem empenhar-se mais na compreensão das relações calculadas e representadas graficamente. Podemos assim explorar quer a vertente do cálculo como a do raciocínio lógico. Podemos tomar como exemplo alunos de cursos ligados á electrotecnia ou electrónica, que elaboram um folha de cálculo relacionando as grandezas eléctricas do circuito, podendo servir de base a dimensionamentos futuros de quadros eléctricos. Assim temos os alunos a trabalhar sobre as relações entre as diversas variáveis e análise de resultados, com base em raciocínios, interpretações e conclusões.

A matemática é sempre um problema, sendo vista como algo de difícil compreensão. Uma das causas na minha opinião é a separação que existe entre a manipulação dos números e cálculos numéricos e o concreto ou o objectivo que o faz manipular esses mesmos números e cálculos. Tenho como experiência pessoal na formação de adultos, que quando associavam as folhas de cálculo à matemática mostravam-se assustados em relação à aprendizagem que iriam realizar. No entanto, trabalhando as folhas de cálculo com exemplos práticos das suas vidas quotidianas ou que se sentiam familiarizados, quebrou-se um pouco a barreira que os separava da matemática e começaram a ver a matemática na sua aplicabilidade e através das folhas de cálculo assimilaram conceitos facilmente que à partida pareciam complicados como médias, contabilidades, cálculo estatístico entre outros.

Neste conceito de dirigir a aprendizagem do concreto para o abstracto, os formandos ou alunos assimilam melhor os conteúdos, nomeadamente os matemáticos e interligam com os já adquiridos.

A utilização de folhas de cálculo para simulações de fenómenos ou modelação de sistemas, é um excelente meio directo de observação, análise e conclusão de como por exemplo a variação de determinados parâmetros tem influência nos resultados ou variáveis dependentes desses parâmetros. Tomando o exemplo dos alunos das áreas eléctricas, os alunos podem após a elaboração de um modelo matemático de um circuito eléctrico, podem tecer várias experiências de modo a por exemplo determinar os componentes que melhor resultado apresentam ao analisar os valores quer numéricos quer gráficos obtidos. Para complementar estas simulações, podem observar os mesmo resultados em modelo real.

No livro Computadores, Ferramentas Cognitivas de David H. Jonassen, é apresentado uma sequência para a utilização de folhas de cálculo na sala de aula, que é a seguinte:

1. Fornecer uma folha de cálculo modelo;
2. Elaboração de plano pelos alunos;
3. Adaptação de folhas existentes ou elaboração de uma nova folha;
4. Preenchimento da folha tendo por base o problema em questão;
5. Extrapolação a partir da folha elaborada;
6. Reflexão sobre a actividade realizada;

Avaliar as folhas de cálculo realizados por alunos, depende obviamente de inúmeros factores, contudo, critérios como precisão das variáveis ou fórmulas em experiências ou simulações, gráficos e diagramas, organização dos dados, flexibilidade no controlo de variáveis, podem ser levados em conta.

As folhas de cálculo, apesar de serem basicamente utilizadas como ferramentas produtivas, funcionam muito bem como ferramentas cognitivas sendo que, necessitam de entrega por parte do professor na sua concepção e romper com alguma estagnação em que lguns dos métodos de ensino se encontram.

Finalizando deixo uma citação de MORIN, Edgar (do livro “Os sete saberes necessários à educação do futuro”. Cortez Editora. São Paulo. UNESCO. Brasília. 2002.)

“O inesperado surpreende-nos. É que nos instalamos de maneira segura nas nossas teorias e ideias, e estas não têm estrutura para acolher o novo. Entretanto, o novo brota sem parar. Não podemos jamais prever como se apresentará, mas deve-se esperar sua chegada, ou seja, esperar o inesperado. E quando o inesperado se manifesta, é preciso ser capaz de rever teorias e ideias, em vez de deixar o facto novo entrar à força na teoria incapaz de recebê-lo”

sábado, fevereiro 14, 2009

Rentabilizar a Internet no Ensino Básico e Secundário

Rentabilizar a Internet no Ensino Básico e Secundário: dos Recursos e Ferramentas Online aos LMS
(síntese pessoal do artigo de Carvalho, Ana Amelia Amorim (2007) - ver artigo)


A internet tem sido no seu crescimento e utilização um fenómeno mundial, ainda mais acentuado com a chegada da famosa banda larga ou ADL. A presença da internet está tão enraizada nas nossas vidas, ao ponto de tal como Castell, 2004 dizer que “a internet é o tecido das nossas vidas”.

Tendo em conta as previsões possíveis do impacto e importância da internet nos nossos dias futuros, tem sido frequentes iniciativas no sentido de nos adaptar e preparar para esse tempo, como são exemplos a distribuição de computadores e ligação à internet nas escolas, recentemente com o programa E-escolas na distruição de portáteis com acesso à banda larga e mais recentemente o famoso portátil “magalhães”.
O professor hoje tem de tomar consciência que os alunos tem ao seu dispor uma enormidade de fontes de informação, e como tal tem um novo papel a desempenhar no processo de ensino / aprendizagem do aluno.

É evidente que para o professor rentabilizar a internet e as novas tecnologias, não basta apenas a existência desses recursos, é necessário também uma forte aposta na formação do próprio professor não só no sentido do funcionamento e utilização dos recursos mas na sua integração e dinamização no ensino.

Com a alteração no posicionamento dos utilizadores relativamente às ferramentas informáticas disponíveis, a Internet assumiu-se como uma plataforma de trabalho, surgindo inúmeras ferramentas e serviços que permitem a partilha de conteúdos e o trabalho colaborativo de forma participada e livre de controlo.

O conceito de Web 2.0 foi proposto por O’Reilly como conceptualização de uma nova Web, vista como uma plataforma onde tudo está acessível disponível online, facilitando a edição e publicação imediatas, como são exemplos a wkipedia, o Wiki, o blog entre outros.

Esta facilidade de acesso à internet, e por sua vez às informações nela disponíveis está a revolucionar os métodos e meios de investigação principalmente utilizados por crianças e jovens nas nossas escolas e universidades, assumindo-se hoje como uma das suas principais fontes de informação, senão mesmo como a principal. No entanto, e segundo Albion e Maddux (2007), emergem 3 pilares importantes: direitos de autor e plágio, desenvolvimento de capacidades e competências para a colaboração efectiva e a avaliação do aluno. Monereo (2005) identifica quatro competências sócio-cognitivas que podem e devem ser rentabilizadas na internet: aprender a procurar informação, aprender a comunicar, aprender a colaborar e aprender a participar na sociedade.

Emergem assim dois conceitos, a conectividade relacionada com a ligação e conectivismo com aprendizagem que daí poderá surgir.

Como actualmente tudo ou quase tudo está na Web, o grande desafio prende-se com a selecção da informação, onde devemos assumir o papel de orientar os alunos na avaliação dessa mesma informação e evitar fomentar pesquisas livres que trarão mais inconvenientes que vantagens.
Actividades como a Caça ao Tesouro ou Webquests pelas suas características tiram partido dos recursos existentes na Web, acautelando sempre os direitos de autor e o plágio na reutilização da informação, distinguindo a citação e o plágio. Estas actividades assentando em trabalho de grupo sobressaem dois conceitos muito importantes: o trabalho colaborativo e o trabalho cooperativo. O primeiro, refere-se às tarefas realizadas por todos os elementos do grupo num contínuo de partilha, diálogo e negociação; o segundo, refere-se às tarefas divididas pelos membros do grupo e são realizadas individualmente.

Com as ferramentas Web 2.0 como blogs, podcasts, wikis entre outras, a facilidade de publicação é uma realidade, e acarreta vantagens interessantes quer para alunos, professores e encarregados de educação. No entanto, temos de ultrapassar esta fase de “voyeur”, observando e buscando mais os trabalhos dos outros do que contribuir com os nossos.
Os sistemas LMS (learning management Systems) são plataformas que facilitam a disponibilização de recursos em variados formatos digitais, potenciando a interacção professor – aluno através de diversas funcionalidades e ferramentas quer na formação presencial como à distância. Um dos exemplos mais conhecidos é o sistema moddle. Uma das questões que se levanta é a verdadeira utilização deste sistema, que tem sido mais utilizado como repositório de informação e não como uma metodologia de ensino e aprendizagem. Sempre se levanta a questão da segurança das nossas informações e trabalhos, à qual estas plataformas são acedidas normalmente por password, no entanto, assim restringe a ideia de partilha, não ficando disponível para a recepção de comentários ou opiniões.

È importante tomarmos consciência da mudança dos tempos, ganhando sensibilidade para importância destas ferramentas e na sua utilização dinamizar qualitativa e quantitativamente o ensino e aprendizagem.

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Ferramentas Web 2.0 - Google Docs

Google Docs?
O que é? Para que serve?

A ideia é óptima, mas será difícil de usar?


Afinal é simples e bastante util não é?

Ferramentas de Formação em Ambiente Internet - BLOG

" Até há bem pouco tempo, o formador era o agente que actuava como o detentor do conhecimento e facilitador da aprendizagem. Neste momento, com o acesso globalizado à informação, quer seja genérica ou especializada, facilmente é confrontado com as suas próprias limitações técnicas e tecnológicas. Não são poucas as vezes em que a resolução de um problema parte do grupo de formandos que agora têm acesso imediato à informação.
Os novos hábitos e ferramentas utilizados em massa por utilizadores cada vez mais novos estão a mudar a forma de relacionamento, de interacção e de partilha de conhecimentos.O desafio para o formador passa também, neste momento, por integrar estas novas práticas no seu quotidiano. Será muito mais fácil fazer passar a informação, desenvolver competências e alterar omportamentos se se falar a mesma linguagem dos formandos, os mesmos códigos e se se usarem os mesmos meios.
As ferramentas específicas para desenvolver formação em ambiente Internet na maior partes das vezes não funcionam pois não foram criadas de raiz, tendo em atenção a dimensão pedagógica que têm que atingir. Além disso, o formador/professor não está preparado para adaptar os seus métodos formativos a esta nova realidade.
Este é o primeiro de uma série de artigos que dizem respeito à utilização de ferramentas gratuitas disponíveis na Internet. Identificar experiências no âmbito da educação/formação que podem servir de guia à sua integração no dia-a-dia do formador.
Os objectivos são claros: o alerta para desafios que não se avizinham pelo simples facto de já estarem em execução e para a nossa necessária e progressiva adaptação a estas novas linguagens e tecnologias. Na minha opinião, o salto não deve ser radical – ao tentar transpor a prática da formação presencial para a formação a distância, o resultado só pode ser o fracasso. A incorporação gradual de algumas destas ferramentas pode ser a chave para o domínio do meio e para a potenciação dos conteúdos.
As ferramentas e práticas sobre as quais vou falar vão desde as mais complexas, como a realidade ampliada, até às mais simples, como os blogs." - Artigo de César Teixeira
Revista Formar ( A Revista dos Formadores) - Edição nº 56

Web 2.0 - A máquina somos nós

O Conceito Web

"Web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva" — Tim O'Reilly